Quem de longe me observa e não me alcança,
Certamente torce, vibra e me admira;
Vê o meu brilho, a conquista e a esperança,
Sem o peso da inveja ou da mentira.
Mas quem de perto conhece os meus degraus,
E viu o suor do meu rosto
A cada passo dado,
Às vezes prefere os ventos maus,
Do que ver o meu nome sendo respeitado.
Ainda fala mal de mim, me discrimina
E faz a minha caveira,
Tenta incriminar quem só quis o seu bem;
Esquece que a estrada é verdadeira,
E que o meu suor não deve nada
Nem a você nem a ninguém.
Edvan Pereira "O Poeta"
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